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December 4, 2017

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Sempre gostei de ferramentas para me trabalhar enquanto ser humano, para me tornar uma pessoa melhor. Por essa razão gosto dos conteúdos da Filosofia, da Psicologia, da Psicanálise e afins; gosto de qualquer temática que una: conhecimento/psiquê/comportamento. 

 

     Hoje vou trazer basicamente três ideias/práticas retiradas de três conjuntos de saberes que mudaram a minha vida para melhor. Para ser mais honesto ainda digo que tem mudado minha vida para melhor. 

 

     Antes preciso contar uma história. Em uma empresa que trabalhei anos atrás, tive uma chefe que participou de um programa de coaching. Foi mais ou menos naquela época em que o coaching ganhou mais destaque aqui no Brasil. Ela participou do processo bastante empenhada, ela levou a sério mesmo, notei isso, e ao longo do tempo pude também observar em seu comportamento transformações relevantes que fizeram bem a ela. Nesse mesmo período estava me desligando dessa empresa, já entraria em outro trabalho e próximo dos últimos dias, me lembro de pedir a essa chefe um feedback final, até para entrar no outro emprego “com o pé direito”. A nossa conversa foi rápida, assertiva e bastante produtiva para mim, seu feedback me fez refletir por um longo período provendo importantes insights. Algumas das últimas mudanças no meu comportamento começaram a partir desse dia. O que ela me disse foi mais ou menos assim:

 

     - “Jonas, você é um colaborador exato, com erro zero, poucas ou nenhuma vez o vi falhar aqui. Você se permite isso: falhar? Percebo que o seu foco aqui sempre foi no que não estava certo, naquilo que poderia ser melhorado, é uma pena que você não teve autonomia suficiente para fazer tudo o que gostaria. No entanto, te pergunto: você é feliz assim? Onde está o seu foco: no erro? no que falta? Faça uma reflexão em sua vida, e não só no aspecto profissional, utilizando essas perguntas que acabei de te fazer. E, Jonas... se permita mais.”

 

     Fui para casa com esse feedback. Conversei com outras pessoas sobre esse feedback. Fui para cama com esse feedback. Não dormi por dias depois desse feedback... Você deve estar pensando: por que isso te impactou tanto? E a resposta é simples, porque ela estava certa: o meu foco é na falha, é na falta. E onde aprendi a ser assim? Através da minha criação.

 

  • Entramos aqui na primeira ferramenta: a análise. Uma autoanálise. 

 

“Por que ao olhar para uma tela, o que foge do padrão me salta aos olhos?

 

Por que me fixo na ‘falha’ e no ‘erro’?

 

Por que tenho dificuldade de enxergar a beleza do todo?

 

Por que tenho dificuldade em elogiar as pessoas?

 

Sou feliz com esse comportamento crítico, perfeccionista e focado na falta?”

 

     A resposta da última pergunta é não. Ela me veio às 03 da madrugada ao acordar sobressaltado. Não gosto desse meu comportamento. Nunca gostei na verdade. Aprendi a ser assim. Meu pai agia dessa forma e assim me constituí até por sobrevivência. Aprendi a bancar o perfeito para me esquivar das críticas do meu pai a mim, porque queria que ele me amasse de algum modo. E ele sempre me amou. Mas eu não conseguia entender, porque era só uma criança, então construí um personagem: o menino de ouro. E tentei com todas as forças sustentar esse modelo. Só que, primeiro, isso sempre foi uma farsa, porque nunca fui nem serei perfeito – ninguém é – e, segundo, nessa busca só encontrei ansiedade, isolamento e solidão.

     Afinal, quem quer conviver com um ser perfeito? E pior: um ser perfeito que julga os demais? A mesma régua usada para mim, imponho aos outros. Quando meu pai faleceu, ‘o incorporei’ como forma de tê-lo por perto. Toda vez que critico a mim, assim como quando critico alguém, inconscientemente é como ter novamente o meu pai próximo a mim. “O que está mal resolvido nisso? Se ele se foi, por que estou o segurando? É culpa isso? É saudade? Remorso? É medo? Qual é a base desse mecanismo, a quem estou tentando impressionar? Ou me defender? O que eu ganho com isso? E se estou tendo essa autoanálise agora, é porque já consigo mensurar o que estou PERDENDO com isso!”

 

     Isso é uma autoanálise. São perguntas difíceis que precisamos nos fazer e francamente tentar nos responder. Só que aqui volto também a postagem anterior, onde trato da questão de ter apenas a consciência do mecanismo inconsciente. Não é suficiente ter o conhecimento de que existe um comportamento automático. Ele precisa ser elaborado. Passei então a cavar as raízes desse comportamento; entender a sua dinâmica; os porquês, trazendo sempre para a consciência; e quanto mais reviro isso, quanto mais remexo e ANALISO isso, menos força isso tem sobre o meu comportamento, pois ganho mais controle e autonomia do processo. Passei então a fazer isso nos últimos anos e adquiri também uma outra prática. 

 

  • Chegamos assim na segunda ferramenta: a psicologia positiva. Com especial foco à gratidão.

 

     A grosso modo, a psicologia positiva é um dos saberes da Psicologia que visa trazer ao indivíduo um olhar voltado às suas motivações, potencialidades, virtudes, no intuito de evidenciar e focar as situações que promovam sua felicidade. Ou seja, quase o oposto do modo que aprendi a enxergar a vida e as pessoas. A psicologia positiva me ensinou a dar foco ao que dá certo, o que está certo, ao que é o melhor dos cenários. Não é utopia, porque aqui não está se desconsiderando doença, problemas reais e situações difíceis, mas exatamente em fazer um esforço consciente para focar no aspecto positivo.

 

     Já que existe o negativo, existe também o positivo. Se existe o erro, existe o acerto. Se há problemas, também há soluções. Aprendi a ter GRATIDÃO por tudo. Aprendi que se tenho um problema complicado em minha vida, posso minimamente já ser grato por ter uma vida para ter um problema! É infinita a quantidade de motivos para sermos gratos. Se você acordou bem sobre uma cama, levantou, comeu algo e foi trabalhar, NO MÍNIMO você pode ser grato por estar vivo, ter um teto, um local confortável para dormir, ter o que comer e um emprego. Pode parecer pouco isso, mas é muito, existem pessoas que não têm um décimo disso! Então, agradeça todos os dias, pois você é mais afortunado do que pode imaginar. Estudos já demostram que ao fazer isso mudamos toda uma bioquímica cerebral. Passei a introduzir essa mentalidade na minha vida e nos meus relacionamentos.

 

     Hoje, quando o mecanismo inconsciente emerge criticando ou apontando a falha de algo ou de alguém, conscientemente opto por fazer um esforço de enxergar o que posso aprender com a situação, o que de bom posso despertar numa pessoa, como posso alterar uma perspectiva enviesada. Fico mais feliz com a vida. Mais em paz comigo. Descartei aqueles sonhos megalomaníacos. Vivo o hoje. Trabalho com o aqui e agora. Sou grato à minha realidade.

 

  • A terceira e última ferramenta (e talvez a mais difícil de todas): as leis da Constelação Familiar. Especialmente a Lei da Ordem.  

 

     Entender que meus pais vieram primeiro. Antes meus avós. Eu sou SEQUÊNCIA de algo. Não sou a origem de mim mesmo. Sou uma cria, não o criador. Entender que houve um antes de mim me fez me curvar à minha história, a me curvar perante à Vida e a amansar o meu ego. Antes de mim existe uma história. Existiram outros cujo qual devo respeito, atenção e gratidão. Eu só sou o que sou hoje, porque tive um pai e uma mãe. E se eles não foram os pais maravilhosos e perfeitos que um dia quis, isso não importa agora, pois se estou vivo devo a eles a minha existência. Se eles não existissem, eu não existiria. Eu respeito a ordem desse sistema e me curvo à minha ancestralidade, não com vergonha, mas com dignidade. Não me obrigando a dar continuidade também, pois tenho que construir a minha própria história, mas onde quer que eu vá, foi deles que eu vim! E onde quer que eu chegue, devo a eles de algum modo.

 

     Dizem que um profissional da saúde tinha na porta de seu consultório escrito a seguinte mensagem: “Se você ainda não perdoou pai e mãe, nem bata!”. Sábio isso. 

 

     Entender isso, respeitar isso, mudou a minha vida. Tirou mágoas do meu coração. Tirou pesos desnecessários. Compreender que, seja lá como for, meus pais fizeram o que podiam, dentro do que as circunstâncias permitiram, com aquilo que sabiam fazer, da forma que acreditavam que fosse o melhor. Eles não me devem nada. Estou em paz com isso.
 

Essas três ferramentas/práticas têm mudado a minha vida radicalmente. Desejo de coração que você se analise. Faça-se perguntas e busque entender o porquê de certos comportamentos que você tem. Trabalhe isso até sair o máximo possível do automatismo. Foque no que dá certo na sua vida, no que está certo com você, foque no seu potencial, em tudo aquilo que for positivo e agradeça diariamente. Torne a gratidão um hábito em sua vida. E por fim reconheça a sua história e respeite a ordem da sua família, seja ela qual for. Por mais que você tenha sido abandonado ou que os seus pais não tenham sido pessoas legais, no mínimo eles te presentearam com a vida. E por isso você será eternamente grato.

 

 

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